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A importância da Neurociência para a Educação

13 de setembro de 2020

O cérebro é o órgão da aprendizagem e o aprender, como descreve a neurocientista profª Marta Relvas, é mudar de comportamento.

A Pedagogia, de acordo com o seu modelo de educação intencional-reflexiva, tem como propósito a investigação, desenvolvimento de novos conhecimentos e comportamentos, que auxiliam para a construção do ser humano como integrante de uma determinada sociedade. Porquanto, os resultados desta investigação levam a orientações de ações educativas, tendo em vista o olhar do ser global, ou seja, seres biopsicossociais. E de onde vem esses comportamentos, senão dos resultados das atividades neurais do nosso sistema nervoso. Nossas emoções, pensamentos, ideias e decisões, sensações e percepções, são advindas das associações neurais do cérebro em ação.

As metodologias pedagógicas diversas, impulsionadas pelo processo de ensino-aprendizagem, estimulam processos neurais como a neuroplasticidade, alterando as redes neuronais do aprendiz. Como consequência destas modificações, surgem novos comportamentos, indo ao encontro com o que a profª Marta Relvas elucidou, descrito no começo do texto.

À vista disso, qual a efetiva contribuição das neurociências para a educação? Podemos responder com outra pergunta de forma didática: Como entender e desenhar uma luva, sem saber a existência da mão? Assim o é, o entendimento da prática educativa, como trabalhar no processo de ensino-aprendizagem, no desenvolvimento de metodologias didáticas inclusivas, onde o educador encara em sala de aula, um grupo heterogêneo, sem saber da existência de um importantíssimo órgão, mais complexo do ser humano, que é o cérebro?

O conhecimento da performance do cérebro e de suas redes neurais, colaboram nas práticas pedagógicas inclusivas, nos alertando que os estímulos adquiridos ao longo da vida, pelos responsáveis legais, pedagogos, professores, educadores em geral, são importantes no âmbito do desenvolvimento cognitivo, emocional e social do ser humano, que podem propiciar respostas benéficas ou maléficas.

Acredito, que a comunicação das neurociências e educação, são tão relevantes para nossa sociedade, como a comunicação das neurociências com outros campos profissionais. É claro, que existem muitos desafios à frente relacionados ao nosso sistema educacional, como políticas de inclusão, que requerem capacitações docentes, pesquisas, estudos de novas estratégias educacionais, dentre outros. O conhecimento neurocientífico no âmbito educacional, propicia eficientes contribuições no processo de ensino-aprendizagem.

Como agentes educadores, é imprescindível estarmos abertos para novas ideias, descobertas, estudando, pesquisando, analisando, refletindo sempre nossas ações, assim como faz o médico, que sempre está se atualizando em sua área, para melhor intervir e desenvolver com êxito seu trabalho.

Luã Teixeira

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